Segundo os interlocutores, Lula não deixou margem para dúvidas: “ele foi literal: tendo saúde, é candidato. E fez questão de dizer que está forte. Vejo com plenas condições de levar o plano adiante”, relatou um dos presentes ao encontro.
A reunião ocorreu na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e foi interpretada como um gesto simbólico de Lula para se reaproximar de sua base parlamentar, especialmente dos senadores que também enfrentarão as urnas em 2026. A ida do presidente ao encontro foi vista como sinal de que ele pretende intensificar sua presença política no Congresso Nacional.
Durante a conversa, o petista apresentou um balanço das ações do governo, renovou críticas à atual taxa de juros do país — uma pauta recorrente de sua gestão — e demonstrou otimismo em relação à sua popularidade, que enfrenta momento de queda. De acordo com um dos participantes, Lula acredita que o cenário é conjuntural e pode ser revertido: “Ele não vê o cenário como irreversível. Longe disso”.
Ainda conforme os relatos, Lula prometeu mergulhar nas articulações políticas daqui para frente e se comprometeu a dar atenção especial aos parlamentares que estarão em disputa eleitoral na próxima campanha. A movimentação reforça a estratégia do Planalto de consolidar o apoio no Congresso para aprovar medidas prioritárias e preparar o terreno político até 2026.
Lula favorito para 2026 - Em levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Genial/Quaest, o presidente Lula aparece derrotando todos os seus possíveis adversários nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o g1, o estudo, realizado com 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março, mostra que Lula supera qualquer nome da direita e centro-direita. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de confiança de 95%.
A Quaest simulou oito cenários de disputa entre Lula e outros nomes do espectro político de direita. Em todos, o presidente aparece à frente:
A pesquisa também simulou um cenário com Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Neste cenário, o presidente Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro soma 40%, diferença que se encontra no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.